quarta-feira, junho 30, 2010

sem remédio

Se o empate no Portugal-Brasil já tinha sido um balde de água fria, a derrota do Portugal-Espanha de ontem foi como que um pano encharcado nas trombas de um país inteiro.

Não nos cansamos de dar razão a Fernando Pessoa que um dia, há muito e muito tempo, escreveu sobre os portugueses que «somos sem remédio»; e o que não tem remédio, diz o povo, remediado está.

Não gosto de bola nem percebo nada de bola, mas percebo muito bem a imbecilidade daqueles que a seguir ao jogo com o Brasil disseram - e escreveram! - que tinha sido um grande jogo de parte a parte e que estávamos a ir muito bem.

Não, em absoluto. Não estávamos nada a ir bem. Jogámos muito mal e jogámos mal, sobretudo, porque o Brasil também jogou mal e, logicamente, bastava termos jogado um bocadinho melhor do que eles para termos ganho.

No jogo de ontem, tenha-se a coragem de o dizer, alto e bom som, nem sequer jogámos.

Não me venham agora dizer que a culpa é do treinador e que a substituição de um único gajo deitou todo o «onze» a perder!... Não!... A culpa é de quem tem de meter golos e não os meteu, porque um desafio de futebol ganha-se quando se metem golos e perde-se quando eles não se metem. Ponto final.

Cristiano Ronaldo, apenas como exemplo, parece que nem esteve em campo e veio demonstrar, uma vez mais, que não passa de um puto birrento que quando as coisas correm mal enfia o rabo entre as pernas ou enterra a cabeça na areia.

Não cantou o Hino Nacional, vá-se lá saber porquê, não jogou a ponta d'um corno e no final limitou-se a atirar com as culpas para Queiroz, como se a este competisse meter golos na baliza adversária.

Somos mesmo sem remédio!...



























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