Fernando Nobre, o candidato à Presidência da República, não teve ainda o bom-senso de perceber que o cargo de presidente da Cruz Vermelha lhe garante a simpatia dos reformados e dos mais idosos mas não é nem será nunca uma base credível para «namorar» o mais alto cargo da nação.
Acresce o facto de ter permitido que se instalasse nos portugueses a ideia de um frete à esquerda, independentemente do PCP e do BE, posteriormente, terem definido as suas opções.
Enquanto presidente da Cruz Vermelha, Nobre sabe que é extremamente fácil ir à televisão e falar de uma organização que recolhe apoio e simpatia gerais: onde há guerra, mortes e feridos, fome, doenças e etc, aí temos o cenário ideal para a razão de ser da Cruz Vermelha e do seu rosto mais visível; ainda, que alegria, para mais uns segundos da tão desejada exposição mediática.
Felizmente que isso não garante votos nas urnas, quando não teríamos de gramar gajos como aqueles que estão naquela palhaçada da «Casa dos Segredos» ou, mais grave, ainda veríamos a Júlia Pinheiro ou o Herman José a tentar substituir o insubstituível Cavaco Silva.
Em tempo:
Já agora, em melhor situação que Fernando Nobre, estaria o Provedor da Santa Casa da Misericórdia, pois este sempre poderia prometer aos velhinhos uma «raspadinha» por cada voto...!