sábado, dezembro 03, 2011

figueira

Estamos em Dezembro, vem aí o Natal, 'tá um frio do kar* - por assim dizer e isto é a gente a falar - e a única coisa de que tenho saudades é da praia, do mar, do Sol e da areia...

Recordo, nostálgico, que este ano passei, intempestivamente, um prolongado fim-de-semana na Figueira da Foz com uma amiga de longa data, divorciada há 4 anos, e a sua filhota mais velha, lindíssima, loiríssima e com uns olhos verdíssimos (não! não são azuis!!!) onde a imaginação de qualquer um se pode suicidar.

Nada aconteceu, mas os dias foram passados numa interior e inglória luta (titânica, já se adivinha!), muito ao género «gato-e-rato», comigo a fugir, 24 horas sobre 24 horas, das «inocentes» investidas de quem nada tinha de inocente e sabia mais que a Amália.

Ele era o colinho no fim de jantar, o anda contar-me uma história se não não consigo adormecer, olha o escaldão que apanhei hoje aqui nos peitos, vem cá lavar-me as costas que eu não chego lá, 'upssss' que tou nua e não sabia que 'tavas em casa, e/ou um descaradíssimo abrir de pernas à minha frente para exibir, sem calcinha, o monte de Vénus mais lindo que eu jamais contemplei e que me deixava aos pulos como um puto de 12 anos.

Na praia, quando estávamos sem a Mãe, sempre fingia adormecer, mas não sem antes, disfarçadamente, desviar com estudada malícia o fato-de-banho para deixar aos meus olhos um excitante monte de pelinhos, cor de ouro puro, como penugem de passarinho acabado de nascer.

- «Não me tiras fotografias? por que não me tiras fotografias a mim e só fotografas a minha Mãe?!


1 comentário:

Edson Freitas disse...

Delícia, assim vc me mata, ai se eu te pego...