Esta é a história de um jovem, filho de uma família de judeus imigrantes no começo do século passado.
A narrativa apresenta-nos o desenrolar dos ritos de passagem de qualquer jovem (imigrante ou não), porém segundo o olhar de um judeu.
O jovem narra para o seu psiquiatra todos estes eventos desde sua infância e adolescência até tornar-se adulto.
Os seus complexos infantis, o sexo com meninas não judias e a enorme sombra que toda a mãe judia impõe ao seus filhos.
Este livro foi um divisor de águas na carreira deste que então - 1969 - se tornou parte da elite americana de escritores como Hemmingway.
Philip Roth - autor premiado após este livro - conta com detalhes o dia-a-dia da família judaica, a sua cultura, os seus complexos e traumas.
De forma hilariante, ele exemplifica com esplendor a psique da cultura judaica, mostrando ao leitor que nem mesmo o tempo é capaz de mudar certos conceitos.
O livro, escrito em 1969 e agora reeditado pela prestigiada D. Quixote é tão moderno quanto qualquer outra de suas obras. Tão actual que parece ter sido escrito neste século.
Uma leitura fácil e repleta de notas de rodapé que explicam as expressões judaicas para uma melhor compreensão do leitor.
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